domingo, abril 17, 2011

Dicas do Manual da Redação 1

Ouvi na rádio O Povo CBN, na semana passada, dois erros sobre o singular e o plural da palavra "campus". O campus universitário é a área que abrange todo o terreno de uma grande faculdade, incluindo salas de aula, refeitório, biblioteca, reitoria, quadras de esportes, áreas de convivência etc. A palavra "campus" vem do Latim, da segunda declinação, neste caso, no nominativo, que equivale na Língua Portuguesa, ao sujeito. Mas nem precisa conhecer a língua romana para saber que "campi" é o plural de "campus". Muito simples. A confusão é feita porque no singular da palavra aparece a letra "s" no final e no plural aparece o "i". Com estas pequenas dicas, fica mais fácil preservar a língua mãe e não passar vergonha no ar.

sábado, junho 05, 2010

O Jornalista pelo Mundo

Veja o que diversos países exigem para o exercício da profissão
Rodrigo Bittar

Diversos países não cobram diploma de jornalista para o exercício da profissão. Entre eles estão Alemanha, Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Chile, China, Colômbia, Dinamarca Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Japão, Luxemburgo, Peru, Polônia, Reino Unido, Suécia e Suíça.

Michel Mathien, professor de ciências da informação e da comunicação da Universidade de Strasbourg III, na França, lista em seu livro “Les Journalistes”, de 1995, que em quase toda a Europa, apesar de não haver requisito de formação, existe regulamentação de acesso à profissão.

Nesses países prevalece a concepção de que a liberdade de expressão é incompatível com impedimentos para que qualquer cidadão possa não só ingressar na profissão, mas até mesmo ter seu próprio veículo de comunicação.

O jornalista Mauricio Tuffani, editor do blog Laudas Críticas, defende que os cursos superiores de jornalismo do Brasil sejam o “que eles são na maior parte do mundo”: um diferencial, não uma obrigação, na formação de profissionais.

O diretor de negociação salarial da Federação Nacional de Jornalistas, José Carlos Torves, lembra que em alguns países, como nos Estados Unidos, há uma “contradição” nas exigências feitas: ao mesmo tempo em que não se cobra o diploma do profissional, ele só pode exercer a profissão de jornalista se for sindicalizado.

Na América Latina, acrescentou, a maioria não cobra “absolutamente nada, nenhum diploma”, mas é a região onde há mais violência contra jornalistas, incluindo assassinatos. “Pelo fato de não terem conhecimento da profissão, do código de ética, às vezes os jornalistas desses países avançam o sinal. Há uma relação muito forte entre falta de informação e violência”, disse Torves.

Entre os países que cobram o diploma, estão África do Sul, Arábia Saudita, Colômbia, Congo, Costa do Marfim, Croácia, Equador, Honduras, Indonésia, Síria, Tunísia, Turquia e Ucrânia.

Conheça as exigências feitas para o exercício do Jornalismo em alguns países:

Alemanha: não há obrigatoriedade de formação superior; a profissão é regulamentada por meio do reconhecimento conjunto, por parte das empresas jornalísticas e das organizações profissionais, de um período de aprendizado prático de 18 a 24 meses.

Bélgica: não há obrigatoriedade de formação superior; o acesso à profissão é condicionado ao reconhecimento, por parte da organização profissional, de ausência de impedimentos; existem vantagens salariais para os diplomados.

Dinamarca: não há obrigatoriedade de formação superior; o acesso à profissão é condicionado à licença emitida pelo sindicato nacional dos jornalistas.

Espanha: não há obrigatoriedade de formação superior; o acesso à profissão é condicionado a ter nacionalidade espanhola, inscrição no registro de jornalistas e à posse de diploma em ciências da informação ou de experiência profissional de dois a cinco anos.

França: não há obrigatoriedade de formação superior.

Grã-Bretanha: não há obrigatoriedade de formação superior; o acesso à profissão é condicionado a um estágio em empresa jornalística ou, para os que não o conseguirem, a um curso preparatório do Conselho Nacional de Treinamento de Jornalistas.

Grécia: não há obrigatoriedade de formação superior; o acesso à profissão é obtido por meio de diploma em jornalismo ou experiência de três anos na área.

Irlanda: não há obrigatoriedade de formação superior; não há nenhuma norma formal ou tradicional de acesso.

Itália: não há obrigatoriedade de formação superior; o acesso à profissão é condicionado ao registro na ordem dos jornalistas, que é concedido somente após um estágio de 18 meses e aprovação em um exame de proficiência.

Luxemburgo: não há obrigatoriedade de formação superior; o acesso à profissão é condicionado a licença do conselho de imprensa, que exige o compromisso com princípios deontológicos.

Países-Baixos: não há obrigatoriedade de formação superior; o acesso à profissão é condicionado a licença do conselho de imprensa.

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Alegoria do Elefante na Árvore


Vejam que linda homenagem aos torcedores do Ceará.

segunda-feira, outubro 05, 2009

Santo Graal

"How many people never had a chance to shine?", já dizia o velho McCartney em uma de suas músicas. O vídeo abaixo é na verdade uma colagem de fotos de uma banda que existiu no Rio de Janeiro, em finais dos anos sessenta e inícios do anos setenta, e que chegou a vir ao Ceará para fazer show na Concha Acústica da UFC e no Teatro do Ibeu. A SANTO GRAAL era composta por Ricardo Augusto (cearense), Lula Tiribás, José Roberto, Ênio, Getúlio, Célio e Rogério. Exímios compositores, inspiravam-se em certos cavalheiros de Liverpool para elaborar suas canções. A música que está no vídeo chama-se "Alternativa Zero", de Ricardo Augusto e Lula Tiribás, uma das mais bonitas da banda que se autorrotulava como "banda de rock rural". O Santo Graal nunca teve a chance de brilhar, numa época em que o artista era refém da vontade das gravadoras e nem sempre o talento era fator decisivo para que ele brilhasse. Então, vamos curtir "Alternativa Zero", uma canção que nos faz sentir saudade daquilo que não vivenciamos...

Alternativa Zero (Ricardo Augusto / Lula Tiribás)

domingo, junho 28, 2009

Pizza À Suprema


"Jake us valorozus ministrus do suprêmo tribunal federau (não preciso mais ter o cuidado de escrever com letras maiúsculas.... não sou mais jornalista!) dicidiram qui u nosso curso de comunicassão çocial num vali nada, venhu aki propô qui nóis mude de cursu prum cursu qui num tenha pirigo de nóis ficá disimpregado dinovu: vamu todo mundo cê cuzinheiro! Bôa idéia a idéia do Gilmar! Afinau o ministru falô qui tantu faiz ser cuzinhêro comu jornalista. Entaum vamu comessar cum a primêra resseita:"

Pizza à Suprema...

- A massa da pizza tem que ser bem batida e ser deixada alguns meses dormindo. É só lembrar do que fizeram com os jornalistas, impedindo a criação do o Conselho Nacional de Jornalismo, depois extinguindo a Lei de Imprensa - sem nem sequer questionar se caberia apenas uma revisão – e, depois de enrolar algumas semanas, rasgando todos os nossos diplomas, sem nenhum decoro, nem dó ou piedade.

- Os tomates tem que ser bem vermelhos, para compensar a vergonha na cara que os senhores ministros não tiveram na hora de voltar para acabar com os sonhos de milhares de estudantes de comunicação em todo o Brasil e desrespeitar toda uma classe de jornalistas e professores que é obrigada a se calar por imposição óbvia dos patrões.

- Podemos usar queijo carioca, ao invés de queijo de Minas, para homenagear o ministro Marco Aurélio, que foi o único que teve a coragem de não jogar uma categoria inteira no lixo, como se joga um “entulho”, nem chamou nosso diploma de “entulho da ditadura militar”. Aliás, existem instituições no Brasil que parecem entulhar bem mais que o jornalismo. Se alguém me contratar, eu faço uma pesquisa de campo e comprovo o que eu estou dizendo. É só me dar a pauta.

- O recheio da pizza fica a gosto de quem vai comer, afinal não há critério, a não ser os domínios oligárquico e econômico, para o gosto popular. Portanto, nosso mestre cuca, jornalista aposentado, tomará uma decisão vertical na hora de escolher o recheio: não importa o gosto de quem vai comer nem a qualidade dos ingredientes.

"Agora conclamu todus para irmus as nossas antigas facudadis para ijijir qui elas nos dê um cursu digratis di cuzinheiru. E vamus todos trabalhar nos restaranti paulista. "

quarta-feira, junho 17, 2009

Vergonha


Quando alguém olha para a cara de um Ministro do Supremo Tribunal Federal, principalmente da Ministra Ellen Gracie, imagina o quanto eles tiveram que estudar, ler livros de Direito, analisar casos e suas jurisprudências, e chaga à conclusão que aquelas pessoas lá estão por capacidade, idoneidade e seriedade. Longe de ser corporativista - mas se fosse o seria com todo o direito - eu não esperava dos Ministros do Supremo uma decisão como a de hoje, de extinguir a obrigatoriedade do diploma de Jornalista. É difícil acreditar que os Ministros tenham se curvado aos conglomerados de empresas de comunicação. Será que alguém não avisou a eles que, praticamente, eles extinguiram uma categoria profissional, da noite para o dia, sem direito de defesa?
Se a moda pega, com a desculpa de não ferir a Liberdade de Expressão prevista na pobre e desrespeitada Constituição de 1988, muitas outras profissões poderiam ruir. O próprio Direito, tão bem defendido pela Ordem dos Advogados do Brasil, poderia correr risco, se alguém alegasse que era capaz de defender outra pessoa no tribunal do júri, por ter conhecimento autodidata das leis do país. Isto também não seria liberdade de expressão? Mas quem tem coragem de mexer com esta categoria, da qual eles mesmos, os Ministros, fazem parte?
Com todo o respeito e admiração que os cozinheiros merecem, foi uma afronta a grosseira comparação do Ministro Gilmar Mendes. Ele só esqueceu de mencionar que todos os restaurantes do país são obrigados a contratar um nutricionista, formado e com diploma, para poder funcionar; ele é o responsável pela comida que é feita no restaurante, pela higiene da cozinha e pela conservação dos alimentos. Tão infeliz quanto o Ministro Gilmar foi a advogada do Sertesp (Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo), Taís Gasparian, que alegou que a Internet torna inviável a fiscalização do diploma de jornalista, citando os bloggers como exemplo. Ora, se fosse exigir diploma de jornalista para os bloggers, teria também que exigir o canudo dos camaradas que bebem cerveja nos bares em finais de semana e que ficam discutindo sobre futebol, política e economia. As comadres que dão conta da vida alheia também teriam que ser monitoradas pelo sindicato. Este absurdo não tem tamanho!
Nós, jornalistas, somos os primeiros a zelar pela tal liberdade de expressão, apesar da influência dos Gatekeepers, e a procurar transmitir a verdade, que é a nossa missão, dentro dos ditames da Ética, que aprendemos sentados nos bancos da Universidade, através de debates, leituras e da sábia orientação de nossos Mestres, jornalistas experientes, que ensinam onde estão os buracos na acidentada estrada da notícia. Agora, salve-se quem puder.

domingo, maio 24, 2009

Meninos, eu vi e ouvi....


Sábias palavras da cantora Ivete Sangalo, 36, neste domingo, dia 24 de maio de 2009, no programa Domingão do Faustão da Rede Globo, precisamente às 15.40H :

" O que é um peido quando se está todo cagado?". Isto foi em rede nacional, para todos os estados e territórios nacionais, via satélite, ao vivo e tudo o mais!